O Ritmo Brasileiro no Terra Madre Salone del Gusto

No Terra Madre Salone del Gusto, em Turim, Itália, de 20 a 24 de setembro de 2018, está prevista a participação de uma grande delegação do Brasil.

  • Organizada pelo Slow Food, em colaboração com o governo da Região Piemonte e o Município de Turim, a 12ª edição do Terra Madre Salone del Gusto é o maior evento internacional dedicado à cultura alimentar. Em Turim, se reunirão mais de 5.000 delegados de 140 países, mais de 800 expositores, 300 Fortalezas Slow Food, e 500 comunidades do alimento do Terra Madre.
  • A delegação do Slow Food Brasil inclui cerca de 100 pessoas: agricultores familiares, produtores, acadêmicos, chefs, ativistas da Rede Jovem Slow Food (Slow Food Youth Network – SFYN), estudantes, representantes das comunidades indígenas e alguns membros do Conselho do Slow Food Brasil, como Georges Schnyder, membro do Comitê Executivo Internacional. Falando sobre o Terra Madre Salone del Gusto, Georges afirma: “Tenho muito orgulho de ser parte da rede internacional do Slow Food, representando uma delegação que participará do Terra Madre Salone del Gusto 2018. Food for change (alimentos para a mudança) é o tema da próxima 12a edição e tenho certeza de que, através da troca e do diálogo com pessoas que têm culturas, idiomas e hábitos diferentes, cada um de nós voltará para casa enriquecido, com mais entusiasmo, com o desejo de levar adiante nossas atividades, lutando por um futuro melhor para o nosso planeta”.
  • No Mercado Internacional, organizado no Lingotto Fiere e no Oval, as Fortalezas brasileiras serão divididas por áreas geográficas: a Região Norte apresentará o Waraná Nativo dos Sateré-Mawé, mais conhecido como guaraná que, em língua indígena, significa o “início de todo conhecimento”, e o Mel de Abelha Canudo dos Sateré-Mawé. Da Região Nordeste, o Maracujá da Caatinga, o Licuri (fruta da palmeira licuri do semiárido baiano), o Umbu (cujo nome deriva de y-mb-u que, em tupi-guarani, significa “árvore que dá de beber”), e o Mel de Abelha Mandaçaia da Caatinga. A Região de fronteira entre Centro-Oeste e Sudeste será representada pela Castanha de Baru. Além disso, serão apresentadas uma série de novas Fortalezas que estão prestes a serem reconhecidas pela Fundação Slow Food para a Biodiversidade: o Cacau Cabruca do Sul da Bahia do Nordeste, o Pequi do Norte de Minas Gerais do Sudeste, o Gergelim Kalunga e o Pequi do Xingu do Centro-Oeste, e o Butiá do Litoral Catarinense e a Farinha de Mandioca dos Engenhos de Santa Catarina da Região Sul.
  • Este ano, coração do Terra Madre Salone del Gusto serão as áreas dedicadas ao #foodforchange: o Slow Food identificou cinco sujeitos sobre os quais está trabalhando com atenção, adotando uma abordagem positiva e inclusiva.
  • A área dedicada às Abelhas e Insetos será sede do Fórum Terra Madre  As Abelhas sem Ferrão e o Extraordinário Mel da América Latina (23 de setembro, às 16hs00 – no Torino Lingotto Fiere). De fato, na Caatinga, como em muitas outras regiões da América Latina, a diversidade de espécies de abelhas contribui para a sobrevivência e manutenção de raros ecossistemas.
  • Na área do Slow Fish haverá um Laboratório do Gosto sobre a Cozinha Baiana: Sabores do Mar e Dendê (22 de setembro, às 17hs30 – Torino Lingotto Fiere).
  • A importância do azeite de dendê em sua casa, a Bahia, reflete-se em dois pratos tradicionais: a moqueca, um prato à base de peixe e mariscos, com leite de coco e azeite de dendê; e o acarajé, um bolinho tradicional à base de feijão e camarão. Dois chefs de Salvador, membros da Aliança de Cozinheiros do Slow Food, Caco Marinho do Dog American BBQ e Fabrício Lemos do Restaurante Origem, apresentarão esses pratos-símbolo por ocasião do fórum.
  • O Fórum do Terra Madre sobre Baby Food (24 de setembro, às 11hs00 – Torino Lingotto Fiere) será na área temática dedicada a Alimentação e Saúde. Entre os palestrantes, também a Bela Gil, a chef, apresentadora, escritora, blogueira influenciadora, que acaba de publicar um livro sobre alimentação saudável durante a gravidez e amamentação.
  • Sempre na área Alimentação e Saúde, Glenn Massakazu Makuta, biólogo e articulador do Slow Food Brasil, orientará o Fórum Terra Madre Imposto sobre Açúcar e Slow snacks: como Lutar contra o junk food (23 de setembro, às 11hs00 – Torino Lingotto Fiere), apresentando a própria experiência com a Aliança para Alimentação Saudável e falando sobre como promover hábitos alimentares saudáveis, em particular nas escolas.
  • Mas não é só isso: as Cozinhas do Terra Madre, por exemplo, serão testadas com um novo formato, reunindo o melhor da gastronomia mundial, numa única sede. Chefs dos quatro continentes prepararão pratos tradicionais legítimos de cada país, utilizado produtos de suas terras nativas, com criatividade e paixão. Aqui, o Brasil será representado por Eliane Regis, Caco Marinho, Fabrício Lemos, Camila Rocha, e Maria da Conceição, membros da Aliança de Cozinheiros Slow Food que brindarão a oportunidade de experimentar os sabores desse enorme país.
  • Os Laboratórios do Gosto e as Escolas de Cozinha são eventos a pagamento, cujos ingressos podem ser comprados online; os Fóruns temáticos do Terra Madre são apresentados pelos delegados da rede e são abertos ao público até esgotamento das vagas disponíveis. Clique aqui para a lista de eventos disponíveis, que é atualizada constantemente.

 

 

  •  Terra Madre Salone del Gusto é um evento organizado pela Cidade de Turim, o Slow Food e a Região do Piemonte, em colaboração como MIPAAF (Ministério italiano para as politicas agrícolas, alimentares e florestais). O evento é possível graças ao apoio de muitos patrocinadores, mencionamos aqui os Parceiros Oficiais: GLEvents-Lingotto Fiere, IREN, Lavazza, Lurisia, Parmigiano Reggiano, Pastificio Di Martino e Quality Beer Academy; com o apoio da Compagnia di San Paolo, Fondazione CRT-Cassa di Risparmio di Torino, Associazione delle Fondazioni di Origine Bancaria del Piemonte, e Coldiretti. Com a contribuição do FIDA, União Europeia e CIA (Confederação Italiana de Agricultores).
  • O Slow Food é uma organização global que luta por um mundo onde todos possam ter acesso e apreciar um alimento bom para eles, bom para quem cultiva e bom para o planeta. O Slow Food reúne mais de um milhão de ativistas, chefs, especialistas, jovens, agricultores, pescadores e acadêmicos, em mais de 160 países.

Mistura para Bolos União

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Mais uma grande extensão de marca para novas categorias de empresa centenária: Mistura para Bolo União. A marca é sendo composta por três linhas. Favoritos da Casa, nos sabores laranja, baunilha, coco, cenoura e fubá, Sabores Irresistíveis, com misturas de chocolate, pão de mel e brownie e Delícias Integrais, que traz os sabores banana e maçã com canela e é a única no mercado que conta com açúcar demerara e farinha integral na composição das receitas. As embalagens estão disponíveis em 400g, exceto fubá (450g) e brownie (480g).

Maizena – Grão do Bem

1132347-familia-maizena-graos.png.rendition.1960.1960A Maizena, marca tradicional de 120 anos, lançou nova linha de produtos voltada à saudabilidade. “Grãos do Bem” é composta por mix e barras de cereais, cookies e biscoitos integrais, trazendo cereais importantes na atual alimentação saudável,  quinoa, chia, amaranto e linhaça, além de trigo e milho.

Coca Cola Clear

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Parece água, mas não é. É Coca-Cola mesmo. Acredite! A nova versão para o refrigerante, chamada de Coca-Cola Clear, chegou ao Japão esta semana, sem cor e com zero caloria, mas com a promessa de muito sucesso num mercado em que as bebidas transparentes viraram moda.

O lançamento foi divulgado pelo site “Japan Today”, que testou o refrigerante em primeira mão. De acordo com a publicação, a versão Clear tem quase o mesmo sabor da bebida tradicional. Mas o lançamento tem um leve toque cítrico que, segundo quem o experimentou, garante um tom mais refrescante.

A Coca-Cola transparente é também menos doce, por não ter caramelo em sua fórmula. Aliás, o ingrediente é o que dá a cor marrom à versão original. De acordo com informações do rótulo da garrafa Clear, a bebida tem 1% de suco de limão em sua composição, o que tornaria o sabor parecido com o da Coca-Cola de limão dos Estados Unidos.

A ideia da bebida transparente partiu da sede japonesa da empresa. A nova fórmula, porém, foi desenvolvida na sede dos Estados Unidos e levou um ano para ser finalizada.

Por enquanto, o refrigerante transparente será comercializado apenas no mercado japonês. A explicação? A indústria de lá tem cada vez mais investido em bebidas que não parecem refrigerantes. Não há, portanto, previsão de chegada ao Brasil. Para experimentá-la, é preciso voar para o outro lado do mundo.

Ref: Jornal Extra

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Slow Food define princípios para o Mercado Terra Madre Salone del Gusto

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O Bom, Limpo e Justo toma forma concreta

O Mercado de produtores italianos e internacionais (900 expositores, Fortalezas Slow Food e Comunidades Terra Madre) sempre foram o coração do  Terra Madre Salone del Gusto. O evento será realizado em Turim (Itália), de 20 a 24 de setembro e é a principal vitrine das atividades, projetos e políticas da rede Slow Food.

O Slow Food assume o compromisso de apoiar os produtores do Mercado, tornando-os embaixadores da filosofia do ” bom, limpo e justo” e de suas campanhas internacionais.  Agora, este compromisso toma forma concreta pela primeira vez, com a publicação dos critérios de seleção, uma ferramenta prática em constante evolução, com objetivo duplo: utilidade máxima para produtores e máxima conformidade com os princípios do movimento.

Além de ajudar na seleção dos expositores, essas diretrizes são uma referência para os próprios produtores — mesmo para aqueles que não participam do evento—, que poderão usá-las para continuar trabalhando por uma melhor qualidade geral.

O documento define regras gerais, além de critérios detalhados para setores específicos. Por exemplo, nenhum produto pode conter OGMs ou óleo de palma (exceto a Fortaleza Slow Food do óleo de palma da Guiné Bissau) e a embalagem deve ser mínima, fácil de abrir e reciclável.

Para carnes curadas e processadas, deve ser dada prioridade a empresas que usem carnes provenientes de criações em sistema aberto (caipiras ou free-range) ou semiaberto; de raças nativas; e sem nitritos. Além disso, carnes curadas contendo cultura starter, sacarose, dextrose, lactose, soro lácteo ou caseinatos e realçadores de sabor não poderão ser vendidas.

Apenas pães de fermentação natural podem ser vendidos e expostos, dando preferência a pães produzidos com cereais de origem local e variedades tradicionais. Pães feitos com melhoradores alimentares e adjuvantes, aditivos, estabilizantes, conservantes e assim por diante, não poderão ser expostos e vendidos.

Será dada preferência a  azeites de oliva extravirgens produzidos com azeitonas de cultivares nativos da área de produção e a produtores com certificação orgânica ou biodinâmica, ou cujas oliveiras sejam cultivadas com métodos sustentáveis.

Graças à aplicação dessas diretrizes, o Mercado da Terra do Terra Madre Salone del Gusto 2018 estará lado a lado com a associação Slow Food para transmitir uma filosofia produtiva cada vez mais centrada no “bom, limpo e justo”, assim como na defesa da biodiversidade e na promoção da práticas agroecológicas e sustentáveis.

O programa completo do Terra Madre Salone del Gusto será publicado no mês de junho. Até lá, atualizações serão regularmente publicadas no sitewww.salonedelgusto.com/en

Chocolates do Brasil ganham destaque em prêmio internacional

Oito marcas brasileiras de chocolate, a maioria de produção bean to bar, são premiadas pela Academy of Chocolate, de Londres; entre os premiados estão Luisa Abram, Mission e Baianí

Ref: http://paladar.estadao.com.br/noticias/comida,chocolates-do-brasil-ganham-destaque-em-premio-internacional,70002311220 (Confira todos os resultados da premiação no site da Academy of Chocolate)

Barras de chocolate feitas no Brasil tiveram destaque no prêmio internacional Academy of Chocolate, anunciado em Londres na semana passada, com três medalhas de ouro. A premiação, criada em 2005, recebeu neste ano um recorde de cerca de 1.200 inscrições de 45 países. Segundo o concurso, houve um crescimento na inscrição de pequenos produtores com cacau de origem.

Entre os vencedores brasileiros, também uma presença recorde do País nesta premiação, estão cinco marcas da Associação Bean to Bar Brasil (Luisa Abram, Mission Chocolates, Baianí, Mestiço e Gallette), além de Chocolat du Jour, Vila Chocolat e Mendoá. Concorreram com eles chocolates prestigiados como os norte-americanos Dandelion e Dick Taylor.

A premiação, que conta com 15 dias de degustação, é dividida em cinco categorias: barras, bebidas, bombons, pastas e embalagens (e várias subcategorias). Dentro de “barras”, o maior destaque foi o ouro levado por Luisa Abram com sua barra Rio Acará 70% na subcategoria “barra escura (sem leite) com menos de 80% de cacau”. “Essa é uma categoria muito competitiva, e é a primeira vez que um brasileiro ganha”, comemora Luisa, que se inscreve há três anos.

As outras duas medalhas de ouro ficaram com Arcelia Gallardo, da Mission Chocolates, com a barra Three Theos (com cupuaçu) na subcategoria “barra escura (sem leite) com inclusões”, e na categoria “embalagens de barras”. As embalagens de Arcelia, que se inscreveu pela segunda vez, são feitas nos Estados Unidos, sua terra natal, de onde ela se mudou para o Brasil há três anos. “Pensei em homenagear a floresta brasileira, então as embalagens tem pássaros, flores, árvores.”

Entre as medalhas de prata, levaram prêmio as marcas Mestiço e Baianí. “Está todo mundo em polvorosa na associação”, conta Juliana Aquino, da marca Baianí, sobre seus outros colegas da Associação Bean to Bar Brasil também premiados. “Foi o primeiro prêmio em que me inscrevi na vida. O primeiro ano do meu chocolate”, conta ela sobre o Baianí, lançado neste ano.

Em subcategorias variadas, levaram medalhas de bronze as marcas Luisa Abram, Mission Chocolates, Baianí, Mestiço, Gallette, Mendoá, Vila Chocolat e Chocolat du Jour. A Chocolat du Jour participa desde 2015 e desde lá arrebatou alguns prêmios, entre prata e bronze.

Confira abaixo as categorias do concurso e as barras brasileiras premiadas:

 Categorias 

  1. BARRAS

1.1 Barra escura bean to bar (80% de cacau ou mais, sem leite)

Luisa Abram Rio Purus 81% (BRONZE)

1.2 Barra escura bean to bar (menos de 80% de cacau, sem leite)

Luisa Abram Rio Acará 70% (OURO)

Mission Chocolate Porto Rico Late Harvest 72% (BRONZE)

1.3 Barra bean to bar ao leite

1.4 Barra bean to bar branco

1.5 Barra de chocolate escuro (sem leite) com inclusão

Mission Three Theos (cacau, bicolor, cupuaçu) (OURO)

Mestiço 62% com café (PRATA)

Baianí 70% Trinitário com raspas de laranja (BRONZE)

Mendoá 60% com gengibre (BRONZE)

Vila Chocolat 75% com licuri e rapadura (BRONZE)

1.6 Barra de chocolate ao leite com inclusão

1.7 Barra de chocolate branco com inclusão

1.8 Barra de tree to bar

Baianí 70% Trinitário (PRATA)

Chocolat du Jour 45% Pratigi (BRONZE)

Chocolat du Jour 53% orgânico (BRONZE)

Mestiço 35% branco (BRONZE)

Mestiço 75% trinitário (BRONZE)

Mestiço 81% catongo e forastero (BRONZE)

  1. BEBIDAS COM CHOCOLATE
  2. BOMBONS

Gallette com bombom de jabuticaba (BRONZE na subcategoria de bombons com ganache frutada, floral ou de especiarias)

Chocolat du Jour com disco de chocolate amargo e maracujá (BRONZE na subcategoria de outros caramelos)

Mission Chocolate com drágeas bicolores de theobroma (BRONZE na subcategoria de outros bombons)

Mission Chocolate com discos de cacau, cupuaçu e bicolor (BRONZE na subcategoria de outros bombons)

  1. PASTAS/ CREMES
  2. EMBALAGENS

Mission Chocolate (OURO em embalagens de barras)

Toscolata

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Pesquisadores italianos criaram a Toscolata, um promissor chocolate que contribuirá para reduzir fatores de risco responsáveis por algumas doenças cardiovasculares, informou o Conselho Nacional de Pesquisas Italiano (CNR). Foram utilizadas valiosas espécies de cacau, oriundas de plantações da República Dominicana e escolhidas pela sua capacidade de combinar com outros ingredientes, todos de origem toscana, dentre eles maçãs secas e azeite de oliva extravirgem.

Páscoa em novo formato – Revista SM/ Supermercado Moderno

Hábito do brasileiro dita novas “regras” para o consumo na data. Os ovos de chocolate têm seu mercado cativo, mas sem os volumes do passado. Isso muda tudo: o foco da indústria e as compras do varejo

Aquela Páscoa de parreiras extensas, ovos de chocolate grandes e versões caras está ficando para trás. A Páscoa sempre será importante pelo seu significado cristão para o brasileiro e pela magia que entrega às crianças, porém o seu tamanho se tornou menor do que no passado recente. A crise econômica explica parte dessa mudança. Mas existem outras razões. O shopper hoje se preocupa com o consumo excessivo de açúcar por suas crianças. As famílias guardam na memória a sobra de ovos presenteados por pais, tios, avós e padrinhos, o que representa gasto e um desperdício nada educativo. As lojas especializadas tornaram-se concorrentes fortes dos supermercados. E os chocolates em tablete e bombom ganharam espaço graças ao baixo desembolso – aliás, foram as redes sociais que ajudaram a estimular o consumo ao comparar o preço do quilo do chocolate ao dos ovos de Páscoa. Resumo: a indústria reduziu produção como um todo e aumentou a oferta de ovos com menor gramatura, mais baratos, e com brinquedos menores.

“Ajustamos o portfólio para evitar sobras e excesso de promoções”, diz André Laporta, gerente da Nestlé, uma das empresas que mudaram a estratégia. A Arcor também está investindo mais em ovos de tamanho menor e preço de até R$ 19,90, além de elevar oferta de tabletes e bombons”, segundo Lais Colla, gerente de chocolate. Diante da nova realidade, os varejistas se adaptam. Alguns já estão a todo o vapor. Confira!

Novas atitudes
Carvalho e Fernandes – 46 lojas – (PI)

“Fazer sempre a mesma coisa é prejuízo na certa. Vamos ser mais pró-ativos diante das mudanças de comportamento do consumidor. Já definimos várias iniciativas que misturam o tradicional ao novo”
Sérgio Silva Coordenador de trademarketing

Estratégias

  • Iniciar a exposição de ovos logo após o carnaval
  • Seguir trabalhando com mais ovos de até R$ 19,90
  • Promover ações nas redes sociais que estimulem público a ir até as parreiras
  • Expor barras de chocolate e caixas de bombom na seção de vinhos e em ilhas
  • Expor os chocolates em pontos extras e pontas de gôndola na entrada das lojas
  • Montar toca do coelho com o apoio dos fornecedores

Mudança de foco
Bistek – 18 lojas – (SC)

“As barras de chocolate e as caixas de bombom oferecem margem menor do que a dos ovos, mas não exigem queima de preço ao fim da sazonalidade. Essa é uma vantagem que vamos explorar”
Matheus Rocha Gerente comercial

Estratégias

  • Dobrar a compra de barras de chocolate e caixas de bombom em relação aos meses normais
  • Oferecer caixas de bombons de maior valor agregado
  • Incrementar o sortimento de barras com versões sem lactose e maior teor de cacau
  • Disponibilizar kits de caixas de bombom e barras de chocolate para presente
  • Trabalhar com expositores verticais
  • Preparar as lojas com, no mínimo, 30 dias de antecedência da Páscoa

Reduzir mix
Futurama – 7 lojas – (SP)

“Seja pela concorrência com as lojas especializadas ou pela crise, o fato é que a cada ano a Páscoa fica mais complicada para os supermercados. Varejistas e fornecedores ainda precisam pensar juntos num melhor rumo para a data. Mas o Futurama já tomou decisões para enfrentar a nova realidade”
Antonio Ferreira de Souza, o Toninho Gerente de loja

Estratégia

  • Reduzir sortimento de ovos de marcas tradicionais
  • Trabalhar com mais marcas alternativas de preço acessível e qualidade
  • Reduzir sortimento de ovos acima de 500 gramas, em especial de 1 kg
  • Manter apenas uma parreira por loja, duas a menos do que em 2016 e 2017
  • Elevar sortimento de ovos de 200 g a 250 g, de maior giro

Maior criatividade
Super Apolo – 7 lojas – (RS)

“A Páscoa é muito tradicional nos supermercados. Quando a data se aproxima, os clientes querem ver a loja decorada. Por isso, em momentos de queda nas vendas, é preciso usar a criatividade para preparar a exposição e as ações de marketing”
Antônio Cesa Longo – Diretor do Apolo e presidente da Agas (Associação Gaúcha de Supermercados)

Estratégia

  • Expor brinquedos de até R$ 50 embaixo das parreiras
  • Oferecer cestas de Páscoa para presente com itens sazonais
  • Reduzir em 10% a compra de ovos de Páscoa e o tamanho das parreiras
  • Reduzir mix de ovos com brinquedos (muito caros)
  • ?Elevar sortimento de barras de chocolate importadas e versões gourmet
  • Ampliar a exposição de barras e caixas de chocolate em 10%.

Ref: Revista SM / Viviane Sousa – viviane.sousa@sm.com.br – 06/02/2018

 

J. Macêdo investe R$ 350 milhões na Bahia

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Fonte: http://www.sm.com.br/detalhe/ultimas-noticias/j-macedo-investe-r-350-milhoes-na-bahia

A J. Macêdo, fabricante de farinha de trigo e massas, dona das marcas como Dona Benta, Sol, Petybom e Boa Sorte, inaugurou em Salvador, no dia 27/10, um novo sistema de descarregamento de grãos de navios. A obra de modernização do terminal de grãos do Porto de Salvador demandou um aporte de R$ 27,5 milhões. O recurso faz parte de um investimento total de R$ 350 milhões na Bahia, iniciado em 2014 e com previsão de conclusão no primeiro semestre de 2018.

O sistema inaugurado hoje vai dobrar a capacidade de descarregamento de grãos, para 7,2 mil toneladas por dia. A J. Macêdo comprou equipamentos fabricados pela suíça Bühler, para modernizar a estrutura de descarregamento de grãos.
“A companhia está muito confiante na recuperação da economia nos próximos dois anos e está se preparando para atender à demanda no futuro”, afirmou Luiz Henrique Lissoni, presidente da J. Macêdo, em entrevista por telefone.

O executivo acrescentou que o novo sistema de descarga de grãos reduz pela metade o tempo de descarga e de atracagem dos navios no porto. E poderá ser usado por outras companhias que façam descarga de grãos no porto de Salvador. “O volume de trigo descarregado pela J. Macêdo nesse porto é superior a 230 mil toneladas por ano. Este ano estamos quase em 160 mil toneladas”, acrescentou o executivo.

Lissoni disse que todo o plano de expansão da J. Macêdo vai trazer ganhos de produtividade à companhia a partir de 2018, mas não citou de quanto será esse ganho. O plano de expansão no Estado inclui a ampliação do Moinho Salvador, localizado em frente ao terminal portuário, e a modernização de fábricas de massas e biscoitos em Simões Filho, na região metropolitana de Salvador.

O Moinho Salvador terá um investimento total de R$ 103 milhões para automatização dos processos de produção. As obras começaram em 2014, com a instalação de seis silos de trigo, com capacidade para 28 mil toneladas. A obra está prevista para ser concluída em julho de 2018. Com esse investimento, a capacidade de moagem de trigo da fábrica será ampliada de 920 toneladas por dia para 990 toneladas por dia.

A J. Macêdo também faz um investimento de R$ 220 milhões na ampliação da capacidade de produção do complexo fabril em Simões Filhos. O complexo terá capacidade para produzir 82,5 mil toneladas por ano de massas e biscoitos, volume 120% maior que a capacidade atual. O projeto engloba também a ampliação do centro de distribuição em Simões Filho, passando de 4,5 mil metros quadrados para 6 mil metros quadrados.

Em setembro, a companhia já havia anunciado um investimento de R$ 74,1 milhões na ampliação do Moinho Fortaleza, na capital cearense, com modernização da fábrica e construção de quatro silos para armazenar grãos. A previsão é que esse projeto seja concluído em fevereiro de 2018.

Em São José dos Campos (SP), a J.Macêdo também ampliou seu complexo de produção de massas e fermento, com a instalação de uma unidade de misturas de bolos e sobremesas. A unidade demandou investimento de R$ 45 milhões e tem capacidade para produzir 7 mil toneladas por mês.

Os investimentos são feitos com recursos do BNDES e financiamentos bancários. De acordo com a Nielsen, a J. Macêdo lidera o mercado de farinha de trigo, com 23,7% de participação de mercado em valor. A empresa também lidera a categoria de misturas para bolos, com 19,7% do mercado, e ocupa a terceira posição no mercado de massas alimentícias, com 8,9% de participação.